segunda-feira, 12 de março de 2012

O que falar de Fernando Alonso?

Depois de acompanhar a Fórmula 1 durante um bom tempo, confesso ter dúvidas se Fernando Alonso é tão extraordinário assim! Sinceramente, não vejo nele o espírito de liderança, comum nos grandes campeões. Essa questão é fundamental para qualquer piloto que pretende levar uma escuderia como a Ferrari a títulos.

Temos como exemplo o trabalho fantástico de Michael Schumacher na equipe de Maranello. Após a sua contratação em 1996, o alemão trouxe com ele figuras importantes como Ross Braw e o projetista Rory Byrne. Juntos, os três traçaram o caminho do bicampeonato pela extinta Benetton em 1994 e 1995. Com a supervisão e apoio incondicional de Jean Todt, estava formado o arquétipo do sucesso.

Lembro bem que no terceiro ano, Schumacher devolveu a autoestima aos italianos, ganhando o título de construtores. Um trunfo que a equipe não conquistava há mais de duas décadas. Olhe que o alemão só não levou o troféu de melhor piloto porque quebrou a perna num dos GPs daquele campeonato. O acidente o obrigou a ficar fora de algumas corridas.

Mas logo em seguida, o piloto e a equipe bateram uma avalanche de recordes. Só para resumir: foram cinco títulos consecutivos. Agora gostaria de fazer duas perguntas: quem chegou a equipe após a contratação de Alonso? Será que o bicampeonato pela Renault foi circunstancial?

Também não vejo uma relação próxima entre Alonso e o atual chefão Stefano Domenicalli. Os mecânicos não vibram com as suas vitórias como vibravam quando Schumacher cruzava a linha de chegada. Alonsito ainda acha o seu engenheiro de pista, Andrea Stella, um falador. Para finalizar, o F2012 parece ser um carro complicado de ser desenvolvido.

Pois é, caros amigos! Em momentos de descontração, o espanhol é conhecido como um bom jogador de cartas, um ótimo mágico e um excelente imitador. Por sinal, ele poderia usar este último atributo para imitar um pouco Schumacher. Quem sabe não dá certo?

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