O maior rival de Ayrton Senna na Fórmula 1, Alain Prost disse que não viu e não tem a mínima vontade de assistir o documentário sobre o piloto brasileiro. Em entrevista ao site russo “F1 News”, Prost declarou que se sente injustiçado por ter sido tratado como o “vilão” do filme. Isso por causa da polêmica do Japão em 1989.
Na ocasião, o francês se envolveu num acidente com Senna, na chicane Casio, em Suzuka, e comprometeu a corrida do então companheiro da McLaren. O brasileiro até conseguiu voltar à pista, ultrapassar Alessandro Nannini da Benetton e vencer a prova. Mas como cortou a chicane para retornar a corrida, Ayrton foi desclassificado.
A punição levou o rival do brasileiro ao tri-campeonato. O curioso é que na época quem dirigia a FIA era o também francês Jean-Marie Balestre. Prost deixou claro que não gostou da forma como foi retratado no documentário de produção britânica.
“Definitivamente não concordo coma forma como eles fizeram. Gastei muito tempo tentando explicar que eles estão errados”, criticou Prost.
O tetracampeão mundial fez questão de elogiar o caráter do sobrinho de Ayrton, Bruno Senna, atual piloto da Williams, antes representada por Senna e pelo francês. “Bruno é um grande cara e eu falo isso com sinceridade. Não posso julgar sua habilidade como piloto porque é prematuro falar sobre isso, mas ele é uma boa pessoa”, finalizou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário