Ainda usava fralda, nem falava direito, mas já sabia o que era torcer. Meu avô me conta que nas manhãs de domingo eu ficava pulando em cima da cama, na frente da televisão, aos gritos de: “Ayrton Senna, Brasil”. Vibrava com cada volta do piloto, ia ao céu quando a bandeira verde e amarela cruzava a linha de chegada, tremulando nas mãos do brasileiro. Sentia uma emoção indescritível!
No dia 1º de maio de 1994, eu estava com sete anos, mas me lembro como se fosse hoje daquele trágico acidente. Assistia ao Grande Prêmio de San Marino, no Circuito de Ímola, quando vi a Williams perder o controle e bater na curva do Tamburello. Um momento de muita tensão, não tirei mais os olhos da TV até que horas depois a morte do piloto foi confirmada. Pela primeira vez perdia alguém especial! Chorei, simplesmente chorei! Passei vários dias abalados e não vou mentir que ainda me emociono ao relembrar a cena.
Partia ali um herói! Alguém que lutava pelo Brasil, nos enchia de orgulho, de patriotismo. Depois dali, meus domingos nunca mais foram os mesmos, acredito que o de nenhum outro brasileiro. A Fórmula 1 já não me enchia mais os olhos. Se Ayrton Senna estivesse vivo, nesta quarta-feira (21), completaria 52 anos. Claro que já estaria aposentado, mas sem dúvida alguma, continuaria brilhando em alguma outra função.
Nada mais justo do que deixar aqui registrada a minha homenagem ao eterno Ayrton! Aquele que me ensinou a torcer, a amar o esporte, a vibrar, a se orgulhar do Brasil, o que hoje está cada dia mais difícil...

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