Como um héroi se eterniza de uma maneira tão fascinante? Essa é a pergunta que nos vem a cabeça ao final do documentário de Ayrton Senna. O filme lançado no final de 2010 já recebeu a Taça da Revista Inglesa Autosport, foi premiado pelo Cinema Independente Britânico e atualmente concorre ao BAFTA, trófeu da Academia Britânica de Artes, Cinema e Televisão.
No entanto, a direção usou e abusou do acervo das tvs que cobrem a Fórmula 1. Para os eternos apaixonados por velocidade, este material é mais do que batido. O que não anula os pontos positivos do documentário, como por exemplo, o momento em que Ayrton declara ter saudade das provas de kart, dizendo que "aquilo que era uma corrida de verdade, onde não havia política no meio".
Outra parte interessante do filme traz uma decisão contraditória do presidente da Fia, Jean-Marie Balestre, no Mundial de 1989, quando o compatriota de Alan Prost desclassificou Senna, alegando que o piloto tinha atravessado a chicane ilegalmente, após a batida criada pelo francês. No final, Prost levou o título e o mundo conheceu a máfia francesa, que podemos chamar de "quadrilha".
Enfim, com muita saudade daquelas manhãs de domingo, que já não são e nunca serão mais as mesmas sem Ayrton, deixo aqui a sugestão. Assistam o documentário de um brasileiro que encantou e até hoje encanta a todos, levando o nosso verde e amarelo daquela inesquecível bandeira trêmula, erguida em cada uma das inúmeras vitórias, para os quatro cantos do mundo. Ayrton Senna, Brasil!

Nenhum comentário:
Postar um comentário