segunda-feira, 16 de abril de 2012

F1: Bahrein X São Paulo

O principal chefe da Maclaren, Martin Whitmarsh, declarou que não via problema algum em correr no circuito de Bahrein. Apesar do país asiático viver uma violenta crise político social, ele diz que não teme que a Fórmula 1 seja realizada por lá, já que todos os anos a prova passa pelo Brasil. Primeiramente fiquei chocado e indignado com a declaração do dirigente da equipe inglesa mas, depois da irritação, terminei refletindo e convenci.
Analisando e pesquisando friamente comecei a observar a revolta da população e o motivo que alavanca o movimento. Percebi que o brasileiro sofre com a falta de liberdade e clama por justiça. Lá, em Bahrein, o “povo" pede reformas políticas igualitárias já que 70% da população é composta por Xiitas que se sentem excluídos, sem acesso aos melhores cargos e mais relevantes postos da administração.
Agora algumas perguntas: os brasileiros reivindicam alguma coisa? A imprensa nacional vem batendo nessa tecla da impossibilidade da realização do GP baseada em quê?
Ora, caros amigos! Precisamos de um espelho ou sofremos de um ataque de amnésia aguda. Correr em são Paulo é muito mais perigoso do correr no Bahrein. O número de homicídios aqui no Brasil é muito maior do que o de lá. Por aqui, caixas eletrônicos são estourados, milhares de lojas saqueadas, centenas de carros e imóveis roubados e para o brasileiro tudo termina em Carnaval. Comemoramos o que?
Caros compatriotas, acordem! A verdadeira guerra há muito tempo está instalada aqui! Essa sim precisa ser revista. Um muito obrigado a sinceridade de Whitmarsh.

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